Category Archives for "Dicas"

Reforma antecipada/Independência financeira em Portugal: possibilidade ou utopia?

independencia financeira

Se lhe dissessem que a reforma antes dos 30 anos fosse possível, diria possivelmente que seria piada.
Mas será mesmo? O conceito de independência financeira – não ter que trabalhar mais por dinheiro – já
apareceu nos Estados Unidos há algum tempo, mas só agora chega, timidamente, a Portugal.

Sabe o que é ser financeiramente independente, ou atingir a independência financeira ou reforma antecipada?  Neste artigo mostro-lhe tudo, e como auxiliámos investidores em imobiliário a alacançar este patamar financeiro, o último da escalada financeira.

Já pensou ou já ouviu dizer como seria viver sem ter que trabalhar, por ter rendimentos passivos suficientes para cobrir o seu estilo de vida, as suas contas. Esta lógica é simples se pensar em depósitos a prazo e juros: imagine que lhe caiam na conta juros suficientes para atingir a sua independência financeira… o que faria da sua vida se assim fosse?

Apensar deste conceito ser conhecido lá fora, e amplamente usado nos Estados Unidos (foi popularizado em parte pelo Robert Kiyosaki), em Portugal é muito pouco vulgar ler-se sobre o tema. Felizmente, depois de ter eu próprio entrado na rota da independência financeira através do imobiliário, a ArrowPlus captou vários clientes investidores imobiliários com o mesmo objectivo.

Eu defino “independência financeira” como o estatuto em que os rendimentos passivos de alguma pessoa chegam para cobrir as suas despesas fixas, e por isso a pessoa não ter que trabalhar mais por dinheiro. Ou seja, mesmo sem um salário, não teria problemas em pagar as suas despesas. Mas rendimentos passivos… o que é isso?

Rendimentos Passivos

Os rendimentos passivos são aqueles que são gerados sem necessidade da sua intervenção. Por exemplo, quando os inquilinos me pagam a renda, não houve necessidade da minha intervenção. É claro que durante o mês é necessário fazer tudo para que esteja tudo bem com a casa, resolver eventuais problemas que surjam, etc. Porém, os rendimentos prediais (vulgo rendas) são geralmente considerados passivos, porque não implicam que se levante da cama religiosamente da cama todos os dias “para ir trabalhar”.

Por pensar em rendimentos passivos como aqueles que não requerem o seu tempo ou competência e uma troca destes por dinheiro. É claro que, dito isto, necessita de ter competência para investir capital, e para montar um plano que lhe permita atingir a independência financeira. Porém essa competência é “apenas” necessária para poder organizar a sua vida financeira por forma a atingir a independência financeira – não para gerar rendimento.

Exemplos de rendimentos passivos incluem rendas de imóveis, royalties (por exemplo de livros e patentes), rendimentos de capital (como acções, obrigações e negócios), etc. No meu caso pessoal, os meus rendimentos passivos são gerados através do imobiliário (rendas), rendimentos de capital e royalties do meu livro.

Para ter uma carteira de rendimendos passivos (se ainda não tem ou começou) deve começar hoje. Eu demorei cerca de 11 anos a montar a minha própria carteira de investimentos, por isso é algo que é moroso e tem que ser bem estruturado desde o início. Também deve considerar que é necessário tirar partido da composição do dinheiro e da valorização dos activos. Por isso é que é importante começar (seja investir em imóveis ou outros activos) cedo.

Receita base para atingir a independência financeira

Na minha opinião, existem 4 vectores essenciais para atingir a independência financeira:

1 – Poupança. Sabe quanto gasta por mês? O primeiro passo é conhecer os números. O segundo é
cortar naquilo que não o faz feliz – há muita coisa onde o comum cidadão gasta dinheiro sem que se
aperceba ou tire valor efectivo. Adaptar um estilo de vida mais frugal (desde o minimalismo ou a
poupança apenas nas despesas maiores) é o primeiro passo para se tornar financeiramente
independente.

2 – Diminuição de impostos. Como acontece com qualqual acto ilegal, sou manifestamente contra a
evasão fiscal. No entanto, a diminuição de impostos que pagamos não tem que ser ilícita, dado que o
próprio código fiscal prevê várias formas de diminuição de impostos. Por exemplo, ao contribuir para
um PPR tem direito a um benefício fiscal. O meu conselho é simples: procure um contabilista
experiente e discuta o seu plano com ele. Os benefícios fiscais do código fiscal são um excelente ponto
de partida.

3 – Aumento da receita. O aumento da receita pode ser feito de várias formas. Muitos dos meus
clientes tiveram sucesso em negociar os seus salários, tando negociando com a entide patronal como
mudando para outra empresa. Outros, e talvez aqueles que obtiveram os melhores resultados em geral,
iniciaram uma actividade em part-time. É interessante que a maior parte dos meus clientes tenha
nalgum ponto evocado falta de tempo para iniciar tal actividade. A falta de tempo depende da
perspectiva. Eu aprendi a mostrar outras perspectivas a esses clientes, dizendo-lhes que se precisam de
uma hora para se deslocarem para o trabalho e outra para voltar a casa, então perdem quase 1 ano de
tempo útil a cada 10 anos!

4 – Investimento. Tecnicamente investimento é parte do aumento da receita, mas por ser tão
importante e peculiar ao mesmo tempo, considera-se por norma este ponto à parte do aumento da
receita. O tipo de investimento e retorno que deverá ter dependerá da sua estratégia. Ferramentas de
investmento incluem imobiliário, acções e obrigações, entre outras. Há vários graus de risco e
passividade. Se calhar nunca investiu na bolsa – afinal cerca de 90% dos portugueses nunca investiram
na bolsa. No entanto, sabia que o retorno do S&P500 é, historicamente, de mais de 9%? Discuta o seu
portfolio com um consultor especializado, certificando-se que está confortável com o risco ao qual está
exposto.

Seguir esta fórmula não é difícil, e na realidade até se torna hábito para muitos – tal como se tornou
para mim. O objectivo deste artigo é dizer que, com uma estratégia, é atingir a reforma mais cedo do
que se espera. Ou pelo menos deixar de trabalhar por ter que ganhar dinheiro, e atingir assim a independência financeira.

Devo também dizer que enquanto para algumas pessoas o foco deve ser distribuido de igual forma pelos quatro componentes, outras pessoas devem focar-se mais em componentes específicos.

O meu caso pessoal para atingir a independência financeira

O meu próprio caso é demasiadamente ligado ao imobiliário para ser usado como exemplo. Simplesmente a minha vida foi um conjunto de excepções para aquilo que é o standard dos portugueses e por isso não vou usar o meu próprio exemplo para ilustar como obter a reforma antecipada ou independência financeira. Porém, posso dar-lhe a minha opinião relativamente a certos aspectos que considero essenciais para atingir a independência financeira.

Instrumentos de investimento

De caras, eu não recomendaria investimento em depósitos a prazo, certificados do tesouro e certificados de aforro. Estes investimentos são bons para preservação de riqueza/capital, mas não mais do que isso. Os Certificados do Tesouro são instrumentos de investimento “sem risco” mas são instrumentos de dívida pública destinados à poupança das famílias e por isso têm um retorno baixo. Os certificados de aforro são também instrumentos de dívida destinados à poupança das famílias.

Para atingir o seu objectivo de se tornar financeiramente independente, deve considerar investimentos com rentabilidades maiores do 6% ou 7%. Investir em imóveis é uma solução, mas tem mais. A bolsa como lhe disse antes tem retornos, historicamente falando, de 9%. Um negócio próprio em Portugal tem retornos na casa dos 15% ou mais. É claro que neste último não terá possibilidade de ver o negócio crescer sem fazer por isso (e não será um rendimento passivo a não ser que contrate alguém para o gerir). Encontrar negócios já “montados” e que se consigam a um preço muito abaixo do valor de mercado (o que faz disparar a rentabilidade) parece ser uma forma muito interessante de construir riqueza.

Pessoalmente vi vários clientes, amigos e conhecidos fazê-lo com sucesso. O meu amigo Rui, por exemplo, que comprou um pequeno hotel de turismo misto que hoje tem uma rentabilidade de cerca de 18%. Ou um cliente, programador informático, que comprou site com uma rentabilidade de quase 50% por ano! Estes negócios estão aí para quem os quiser encontrar, sendo que naturalmente levam tempo a serem encontrados. Mas encontrar os vendedores motivados é o passo mais garantido para o sucesso.

Investimento imobiliário

O meu caminho foi traçado com o imobiliário. Essencialmente, eu comecei a ser bom em identificar imóveis muito abaixo do valor de mercado e a rentabilizá-los arrendando a um preço de mercado justo. Optei por escolher o segmento médio porque havia mais oportunidade e comecei a ter resultados tais que tive que co-fundar a ArrowPlus.

O imobiliário tem enúmeras vantagens perante outros investimentos. A maior, na minha opinião, é ser possível obter um ganho enorme logo na compra. Isto é, é possível comprar activos imobiliários muito abaixo do valor de mercado. Já com acções, pode apenas comprar acções a bom preço, nunca abaixo do valor de mercado. Já tinha pensado nesta diferença?

Porém, existe outro factor que é perfeito para quem quer atingir independência financeira: a possibilidade de alavancar. Ou seja, com o imobiliário tem a possibilidade de pedir empréstimos para investir. Ao contrário dos outros activos, onde quase sempre precisa de capital para arrancar, o imobiliário dá-lhe esta vantagem única. A independência financeira é muitas vezes um projecto que começa de baixo, muito baixo, e por isso faz sentido que necessite de alavancar.

Foi por aqui que eu comecei. Um imóvel, 4 imóveis, 10 imóveis. Quando dei conta se baixasse as minhas despesas o suficiente poderia “reformar-me”. Mas descobri isso quando dei conta que eu consigo criar imenso valor, e por isso quis rapidamente criar a minha reforma para poder trabalhar não por dinheiro, mas sim por outros objectivos. E hoje crio valor de uma forma mais liberta, integra e rápida do que alguma vez poderia fazer se não fosse financeiramente independente.

Exemplos independência financeira

A primeira vez que conheci alguém que se reformara antes dos 35 anos já eu estava a executar o meu próprio plano há algum tempo. O meu maior objectivo em atingir a independência financeira foi aquele de, além do desafio (porque adoro desafios complicados), poder alavancar o meu tempo para criar valor. Na realidade eu sou um pouco obstinado com a criação de valor (e valor de altíssima qualidade). Daí que juntar um mais um foi simples.

Desde então, tenho conhecido várias pessoas e vindo a ajudar clientes a seguirem caminhos idênticos ao meu. Em breve planeio escrever um livro sobre independência financeira, porém só mais lá para a frente é que vou pensar nisso, já que estou ainda na ressaca da escrita do “Do 0 ao Milhão“.

Há no entanto uma mensagem muito importante que quero passar já: desengane-se quem pensa que só os mais bem pagos se podem reformar ou ser financeiramente independentes antes dos 40. Na realidade quanto ganha importa pouco. O mais importante é saber qual a percentagem do seu salário que poupa. Na realidade a matemática é a mesma caso ganhe 20 mil ou 200 mil euros. A figura seguinte indica o número de anos necessários até à reforma em função da percentagem do salário que poupe (mantendo o mesmo nível de vida depois da reforma):

independencia financeira

Viu? Importa pouco o que ganha. Importa mais o que gasta, e o rácio entre o que ganha e o que gasta. Por exemplo, se poupar 70% do seu salário, pode reformar-se dentro de 8 anos e meio, mais ou menos. Quer ganhe 20 mil euros por ano ou 200 mil! Quer tenha 20 anos ou 40!

Contudo, a poupança é apenas uma parte da equação da independência financeira, que contém quatro componentes, como lhe mostrei acima. Além disso, existem vários obstáculos… muitos mesmo!

Obstáculos no caminho para a independência financeira

Falta de conhecimento/literacia financeira

Desde que regressei a Portugal houve uma coisa que me saltou logo à vista: existe uma iliteracia financeira enorme em Portugal. Se calhar já existia quando eu saí do país, porém não dei conta dela na altura. Hoje é muito mais evidente. A quantidade de pessoas que eu vejo que não sabe administrar dinheiro é enorme, e isso deixa-me triste. Triste porque existem muitas pessoas a passar por dificuldades e não tem que ser assim.

A ArrowPlus está empenhada a trazer conhecimento sobre a parte financeira do imobiliário, de forma frontal, fácil e gratuita. Esse é um dos nossos comprometimentos e será assim por muito tempo. Porém, o nosso contributo não chega. É necessário haverem mais canais como este, e além disso é necessário que quem está em busca da independência financeira que saiba tirar partido de outras fontes, como livros.

Gestão activa

Vamos ser sinceros: se estiver a pensar que conseguirá aumentar o seu rendimento estando em todo o lado, desengane-se. Para fazer crescer o seu rendimento é necessário que não faça uma gestão activa dos seus negócios e/ou investimentos. Caso contrário não terá tempo para tudo, acredite em mim. Por isso tem que pensar “passivo”, ou seja, tem que elaborar uma forma de fazer crescer os seus investimentos sem que gaste mais tempo com eles.

Esta é provavelmente uma das maiores barreiras que existem para muitos pequenos investidores que ambicionam ser financeiramente independentes. Na realidade esta costuma ser a parte mais difícil de “dominar” por aqueles que querem atingir a independência financeira. Daí que muitos dos nossos clientes recorram ao nosso produto “rentabilidade garantida”, que é totalmente passivo.

Controlo de despesa

Quando digo que a maior parte das pessoas não sabem gerir dinheiro quero na realidade dizer que a maior parte das pessoas não sabe… gerir a despesa. Além dos elementos essenciais que precisamos para viver, como alimentação, roupa, etc, eu penso em todas as compras como o valor que me trarão depois da compra. Por exemplo, um bom livro vai-me trazer imenso valor a nível de desenvolvimento pessoal (e até financeiro). Uma televisão cara (eu não vejo televisão, contudo), não.

E há várias formas de controlar a despesa. Eu pessoalmente recomendo que se faça um controle exaustivo nos primeiros tempos, para se saber ao certo para onde o dinheiro está a ir e porquê. Pode utilizar várias técnicas, desde software até escrever num bloco de notas sempre que gasta dinheiro (como eu fiz no primeiro ano do meu plano). O importante é saber para onde o seu dinheiro está a ir, como, e se é realmente necessário fazê-lo.

Aumento de rendimentos

O outro maior problema: a maior parte das pessoas não sabe como aumentar os rendimentos que tem, e está presa à ideia de que o seu salário lhe traz todo o rendimento. Claramente são pessoas que têm que pensar na beleza do investimento e mais do que pensar nela, ter os seus horizontes abertos para que possa entender as vantagens de investir. E não tenha a mentalidade que investir em Portugal não é possível ou rentável… até os alemães aconselham tal coisa!

Por isso, aprenda a investir. Seja em imobiliário, acções, obrigações ou outros veículos, invista (sempre de uma forma controlada e calculada!). O aumento de rendimentos é um obstáculo para muitos simplesmente porque não fazem ideia das melhores formas de ganhar mais dinheiro (inclusivamente já vi pessoas sujeitarem-se para ganhar 20€ por dia, trabalhando 8 horas).

Jogo de cintura

Ainda um outro problema: há pessoas que simplesmente não têm atitude para procurar e/ou negociar investimentos e negócios. Naturalmente que um plano arrojado como o de alcançar a independência financeira requer um “jogo de cintura”.

Seja para negociar, ser criativo no aumento de rendimentos, ou outra coisa, é necessário ter uma atitude de “fazer acontecer” e ser muito flexível. Esta sinto que foi uma das qualidades que melhor consegui rentabilizar na minha própria história até à independência financeira. Pode não ser óbvio, mas muita gente falha neste ponto sem se aperceber.

A recompensa

A sério, 48 anos de descontos? Sejam 47 ou 48, é igual – é muito muito tempo. Poder-se reformar antes dos 40 (já nem digo 30) devia ser um objectivo de todos. A partir daí as pessoas trabalhariam por puro prazer, com uma integridade superior. O mundo seria muito melhor.

Mas a recompensa é enorme, e inclui outras coisas:

  1. Trabalho com integridade, apenas por gosto;
  2. Segurança em fazer o que quer;
  3. Tirar o dia, a semana, o mês ou o ano “off” porque lhe apetece;
  4. Dedicar-se a causas, voluntariado, etc;
  5. Dar mais à sociedade;
  6. Dar tempo à sua comunidade;
  7. Poder dizer o que quer – acabaram-se os “sapos” que tem que engolir;
  8. Passar mais tempo com filhos e família;
  9. Viver os seus sonhos;

Conclusões

Eu falei-lhe de vários aspectos da independência financeira neste artigo. Quero agora fazer-lhe um resumo daquilo que na minha opinião faz sentido fazer para alcançar essa mesma independência financeira:

1. Começar cedo

2. Ter plano muito bem estruturado

3. Saber em que vértice se concentrar

4. Pensar “passivo”

5. Investir bem

6. Ser frugal

Como começar a investir em imóveis

renovar remodelar casa

A maior dúvida que investidores imobiliários nos apresentam é na realidade como começar a investir. O nosso artigo “investir em imóveis em Portugal” toca em vários aspectos interessantes deste problema, porém hoje quero-lhe apresentar uma história, com a qual vários investidores podem aprender.

Hoje quero contar-vos a história de um cliente (e amigo) que começou a investir há mais ou menos 8 anos, e recorreu a mim para o ajudar. O Pedro queria começar a investir em imóveis, e tinha lido umas coisas na internet e uns livros (na altura, antes do meu livro, só havia livros estrangeiros…) e “tinha umas luzes”, segundo ele próprio, porém não sabia como dar o primeiro passo. Hoje o Pedro tem 14 imóveis.

Começar a investir em imóveis

A realidade é que existe pouquíssima informação na internet sobre como começar a investir em imóveis em Portugal. Foi por isso que nós na ArrowPlus criámos este blog; achamos que existe muita gente que estaria interessada em aprender coisas sobre investimento imobiliário, porém não existem recursos de fácil acesso.

O começo é, por isso, bastante mais complicado. Entre empreiteiros, spreads e outros termos esquisitos, registos de contratos ou legalidade, existem muitas dúvidas.

Em primeiro lugar, apelo ao bom senso. Investir é algo que quer tempo e dinheiro, e deverá fazer parte de uma vida balanceada. Investir em imobiliário requerá por ventura mais tempo que investir em outros activos, porque será necessário gerir o imóvel, o arrendamento, etc. Poderá sempre delegar esta tarefa a uma empresa, porém as margens ficarão, em muitos casos, muito estreitas.

Cenário típico: começar com 50.000€

Agora admitamos que tem 50.000€ para investir, como o Pedro tinha no dia em que me procurou.

Tem várias opções para investir esse capital em imobiliário; pode recorrer a fundos de investimento imobiliário em Portugal ou fora, ou pode comprar um imóvel físico. Porém, tem variadíssimas opções no que diz respeito ao tipo de imóvel a comprar: desde apartamentos, moradias, fracções de moradias, escritórios, lojas ou armazéns tem de tudo um pouco!

A questão é saber quais são os tipos de imóveis mais rentáveis, mais acessíveis, com mais valorização e com mais perspectivas de futuro. Mas se quer começar a investir terá que se restringir a um tipo de imóvel, provavelmente, e a um tipo de imóvel barato. Isto limita as opções, mas tenho boas notícias para si: normalmente os melhores tipos de imóveis são também aqueles que são mais acessíveis e com os quais pode (deve?) começar.

A questão do tipo de imóvel perfeito para o seu caso é que já tem mais que se lhe diga…

Eu não lhe consigo dizer qual o tipo de imóvel perfeito para o seu caso com um blog post, como calcula. Teria que cuidadosamente estudar o seu perfil e recolher todos os dados inerentes a essa análise. No entanto, posso-lhe dar uma ideia da forma como eu próprio chego a essa conclusão…

1 – Tolerância ao risco / desejo de retornos

Em primeiro lugar, é necessário perceber que qualquer investimento é um hiato entre risco e potencial de retorno. Ou seja, quanto mais risco mais potencial de retorno, mas também maior potencial de perda.

Isto é, genericamente, a regra. Como em tudo há excepções.

Mas o leitor tem uma tolerância alta ou baixa ao risco? É isso que se deve perguntar antes de decidir investir, porque essa pergunta define quase tudo.

O tipo de imóvel (residencial tem, genericamente, menos risco associado), se pede dinheiro emprestado para comprar uma casa para arrendar, etc. Tudo é definido com base nesta pergunta.

O Pedro disse-me que teria pouca tolerância a risco, e que queria investimentos seguros, mesmo com rentabilidades mais baixas. E isso levou-me à segunda pergunta.

2 – Tempo para o investimento

Um imóvel para investimento necessita de algum tempo da sua parte, ponto. Primeiro, pode ter que fazer você mesmo a gestão do mesmo, ou pelo menos estar em contacto com o gestor da sua propriedade.

Se optar por entregar o imóvel a uma empresa de gestão, as margens serão mais pequenas. Ao mesmo tempo, isso permite-lhe investir menos tempo e migrar para mercados mais rentáveis. Por exemplo, na ArrowPlus, temos imóveis de rentabilidade garantida, em mercados altamente rentáveis em que nós fazemos toda a gestão para o investidor. Se compensa fazê-lo? Com a nossa empresa, sempre foi melhor. Se o fizer por si, terá que analisar por si mesmo.

Importante mesmo é definir o tempo que tem para o investimento e se considera gerir os seus imóveis ou entregá-los a uma empresa que o faça por si. A segunda opção retirará margem ao negócio, mas é necessária se quiser investir em mercados bons que sejam longe do seu local de residência.

Neste caso o Pedro foi claro: “não quero ter que gerir nada, não tenho tempo!”.

3 – Perspectiva de futuro

A perspectiva de futuro para o investimento importa também para a escolha do investimento, do mercado, do tipo do imóvel, etc.

O Pedro também me disse que não estava à procura de um investimento que valorizasse tremendamente (até porque esses imóveis estão geralmente em mercados mais arriscados).

O leitor terá que fazer o mesmo raciocínio. Que tipo de investimento quer fazer? Quer um imóvel que lhe garanta um rendimento estável ou prefere um imóvel num mercado com maior potencial de valorização, para vender assim que ocorra essa valorização? Tudo isso influencia o negócio que procura, o tipo de investimento que vai fazer, etc. E além disso, a não ser que recorra a uma empresa como a ArrowPlus, tem que conhecer bem os mercados onde vai investir.

E já agora… é necessário ver valor!

Qual é a altura certa para investir, no caso de cada um?

Esta pergunta depende de vários factores, mas deixe-me dar-lhe uma dica: quando muita gente compra, pode ser altura de nos sentarmos à espera que o mercado caia. E quando ninguém quer comprar, aí entramos nós e compramos a um preço fantástico.

Mas isto é relativo. Num mercado impulsionado, também se podem fazer fortunas… desde que se veja valor!

Quando apresentei imóveis ao Pedro, ele começou por torcer o nariz. Não eram bonitos nem apelativos. Pareciam-se como este:

renovar remodelar casa

Mas ele não sabia que estas casas podem facilmente ficar assim:

cozinha remodelada

Começar a investir com pouco dinheiro

Grandes remodelações obrigam a grandes orçamentos. E quando se tem pouco dinheiro (como 50.000€) o melhor é pensar em voos mais baixos. Porém, é ainda possível em certos mercados em Portugal adquirir e remodelar um imóvel com 50.000€, se escolher os mercados certos.

Foi isso que o Pedro fez. Com 50.000€ adquiriu um pequeno prédio de 2 fracções que de imediato arrendou à ArrowPlus no regime de rentabilidade garantida.

Esta é uma das nossas vantagens: permitir investir em imobiliário com pouco dinheiro.

Mas pode ir mais longe se for astuto, tiver conhecimento e tiver alguma sorte. Conseguirá se calhar encontrar um imóvel até um pouco mais caro, mas para o qual consiga obter um empréstimo bancário que o financie a 100% nessa aquisição. Na realidade, tudo o que precisa é de algum dinheiro para pagar o IMT, o imposto de Selo (também sobre crédito), escritura e outros valores que tem que pagar ao adquirir o imóvel. E tudo o resto será financiado – porém tenha em mente que contrair um empréstimo aumenta o risco do seu investimento.

Começar a investir em imóveis vs começar a investir na bolsa

A pergunta que o Pedro me colocou quando chegou até mim foi se, dado que tinha pouco capital para investir, deveria antes aplicar o seu capital na bolsa. Eis a grande e velha questão: acções ou imobiliário?

Eu sou um fã incondicional do imobiliário, como deve compreender. No entanto, também acho que outros veículos de investimento podem ter um papel importante na hora de investir, especialmente se está a começar a investir. E quando digo começar, pode ser começar a investir em imóveis ou começar a investir na bolsa.

O caminho que deve seguir tem a ver com o capital que dispõe e o tipo de investimento que deseja. Se tiver “apenas” 5.000€ ou 10.000€ e não desejar contrair um crédito, então é quase impossível investir em imobiliário.

Nesse caso, o mercado de acções pode ser uma excelente alternativa. Apesar do PSI 20 estar no maior ciclo de quedas dos últimos anos, o mercado de acções (mesmo em Portugal) continua a ser uma alternativa. Aliás, a correcção da bolsa abre oportunidades.

O meu livro mostra em detalhe a comparação do imobiliário com a bolsa de valores, e a minha opinião é que a bolsa é um local inapropriado para o longo termo, com alavancagem, mas pode ser útil para “parquear” capital até se reunir o suficiente para se investir em imóveis (físicos).

Mas OK, e como começar a investir em imóveis, Artur?

Eis algumas dicas:

  • Encontre bons mercados.
  • Encontre excelentes negócios.
  • Monetize os imóveis – encontre inquilinos bons e cumpridores.
  • Tenha parceiros, eventualmente.
  • Monte uma estrutura, com uma pessoa que faça a gestão dos seus imóveis.

Em seguida dou-lhe algumas dicas sobre como fazer algumas destas coisas.

Como fazer um contrato de compra e venda

Recentemente, o jornalista Pedro Anderson publicou uma entrevista sobre como poupar em comissões de imobiliárias. Além do serviço público que o Sr. Anderson faz, que desde já agradeço, ficou também explicado como se pode fazer um contrato de compra e venda para vender uma casa. Na entrevista em si, o solicitador que dá a cara aconselha a que o individuo se aconselhe junto de um solicitador para fazer um contrato de compra e venda (chamado contrato promessa compra e venda – ou CPCV para sermos mais curtos) para o seu imóvel em específico.

Também se falou das hipóteses de seguir uma minuta, e na minha opinião esse deve ser o caminho para quem esteja minimamente habituado a ver contratos.

O próprio site do registo predial oferece minutas para um contrato promessa compra e venda. No entanto, se quiser fazer um contrato de compra e venda, pode tanto alterar uma minuta confiável como contactar um solicitador ou advogado. Necessitará de ter todos os dados sobre o imóvel, os compradores e os vendedores, e o resto é muitas vezes standard.

O Pedro fez-me também esta pergunta, à qual lhe respondi da mesma forma (ou minutas confiáveis ou um solicitador). E a verdade é que o Pedro entendeu fazer o primeiro contrato de compra e venda por si mesmo, e hoje fá-los com grande à vontade.

Pode ver a referida entrevista aqui:

Como fazer um contrato de sociedade

Caso os seus negócios comecem a ser grandes (ou diversificados), pode então começar a pensar em sociedades. E neste ponto, é fulcral fazer um contrato de sociedade, para deixar claro quais são as várias responsabilidades, funções e direitos dos sócios. Deve também prever todos os dados necessários à bem dissolução da sociedade ou à saída de um sócio.

Foi isto que aconteceu ao Pedro. Algum tempo depois de começar a investir o Pedro apercebeu-se que era importante diversificar.

Pense comigo. 100.000€ num imóvel 100% seu ou 50.000€ em dois imóveis 50% seus?

Viu como diversificou em imobiliário, de forma fácil?

Para tal, deve fazer um contrato de sociedade. Criá-lo com pouca cautela e sem tomar em atenção detalhes particulares da sociedade e dos sócios é um erro.

Aquilo que muita gente faz é usar uma minuta de contrato feito pré-feita sem adaptá-lo às características da sua própria sociedade e respectivos sócios.

Para evitar erros e proteger-se ao máximo, eis algumas dicas que deve seguir ao fazer um contrato de sociedade:

1. Não copie minutas sem saber o que está a fazer – Uma minuta é sempre útil, mas copiar uma minuta da internet para a sua sociedade sem prestar atenção a mais nada é um erro enorme. Eu próprio reciclo minutas a toda a hora. Mas é necessário levar em conta todas as alterações e adaptações necessárias, que devem ser moldadas em função da característica da sociedade, do imóvel em questão, do capital de cada sócio, etc.

2. Estabeleça o tipo de sociedade e saiba qual melhor se adapta ao que quer fazer – Até podemos apenas falar de uma socidade para adquir um imóvel apenas. Não importa. O importante é definir o tipo de socidade que quer. Limitada é mais comum, mas pode optar por outros tipos jurídicos. Este foi um erro que o Pedro cometeu: quando me falou do contrato, não dizia que tipo de sociedade era nem como cada sócio podia sair da mesma!

3. Seja sempre sempre assessorado por um advogado ou solicitador – Foi aí que recomendei ao Pedro um advogado amigo para lhe rever o contrato. E foram apenas 50€ pelo serviço, o que por certo impediu a criação de problemas mais à frente. A sociedade ainda se mantém, mas o Pedro optou por fazer um contrato de sociedade bem feito, sem margem para erros.

Qualquer contrao de sociedade precisa ter o tipo de sociedade que é formada, o nome da mesma, os sócios e suas participações e o representante legal, entre outros. Além disso, como lhe disse antes, convém que esteja clara a função e dever de cada sócio.

E a seguir…

Como fazer um contrato de prestação de serviços

Como fazer um contrato de arrendamento (aluguel)

Negócios rentáveis em imobiliário

Quer saber mais sobre investimento em imóveis?